sábado, 27 de junho de 2009

Eu sei que você sabe Que eu sei que você sabe Que é difícil de dizer...



"Tomas não sabia então que as metáforas são uma coisa perigosa.
Não se brinca com as metáforas.
O amor pode nascer de uma simples metáfora"
milan kudera - a insustentável leveza do ser



não!
sim.
não.
talvez.
não sei mais.
tem q saber, é? tá tudo mt doido aqui: versos, fotos, gestos, sons, expectativas... e esse cheiro! não consigo dormir com esse cheiro me lembrando o florir inesperado. o gosto também.
é que eu quero tudo limpo, qboalogicamente limpo. aí veio a manhã, o sofá, as dúvidas, o repentino. eu não dormir uma noite inteira fazendo nada além de olhar ? eu tava esperando? nem sei onde guardei aquele estojinho delicado com meus sentimentos de amor puro, inocência, e crença na mágica simples dos encontros metafóricos.
a clarah tem mesmo razão: sorrisos fodem.
encantamento também.

eu não vou a lugar algum, marinheiro só. eu não sou daqui. então pare com essa história de florescer antes de ter raízes. me deixe com meus versos sem rima, com minhas pétalas sem cor [por isso preciso tanto me rodear dessas compradas no museu inventado de meus próprios sentimentos esquecidos].
só vou para dizer: adeus.
e viver arrastanto mágoas.
e sonhar com as chances de encontros que o vento não conseguiu polinizar.
é isso ou outra manhã de grandes amores eternos com duração minúscula.
tô cansada.

o ministério da saúde se diverte:
metáforas e rimas podem causar vida em abundância.
ao persistirem os sintomas..., ah... se entregue!